Segurança dos dados dos pacientes na telemedicina

A telemedicina surgiu como uma ferramenta de auxílio aos médicos e profissionais da saúde para acompanharem os tratamentos de seus pacientes, conectando-os de maneira rápida, conveniente e acessível. Muito antes da pandemia essa ferramenta já tinha seus adeptos em algumas especialidades específicas, principalmente no exterior. Mas hoje, com a ferramenta ganhando avanços tecnológicos e novas oportunidades de consumo com a Inteligência Artificial (IA), viu-se a necessidade e a urgência, tornando realidade para a grande maioria dos profissionais.

Diante do cenário atual e toda a tecnologia de informação que nos envolve, fica evidente que mais do que uma forma rápida e dinâmica de comunicação, existem diversos fatores que levam a telemedicina a ser essencial, necessária e um caminho para o futuro da medicina.

O que é a telemedicina?

A telemedicina é o atendimento remoto, ou seja, ela abrange toda a prática médica realizada à distância independente do aparelho utilizado, podendo ser smartphones, computadores ou tablets, através do qual será prestado o atendimento pré-clínico, o atendimento assistencial, o atendimento de consulta, o monitoramento e até mesmo o diagnóstico de pacientes, através de tecnologias que possibilitem uma videochamada.

Os benefícios desta ferramenta são inúmeros: com ela médicos podem tomar decisões com maior agilidade e precisão, acessar aos exames de qualquer lugar do mundo, reduzir o número de cancelamentos ou faltas às consultas. Embora a telemedicina ofereça inúmeros benefícios,  ainda assim, como todos os serviços que utilizam a tecnologia da informação, ela pode ser vulnerável a ameaças cibernéticas.

No entanto, lembramos que o software utilizado nestes serviços possui uma variedade de técnicas e práticas de segurança para proteger a privacidade dos dados dos seus pacientes. Mas mesmo assim, seu uso ainda requer cuidados extras por parte do médico e na escolha certa da ferramenta.

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Como garantir a segurança dos dados do paciente na telemedicina?

Uma violação dos dados e, consequentemente, o compartilhamento de informações pessoais dos pacientes poderá afetar negativamente a reputação e os resultados do médico, clínica ou hospital.

A implementação de políticas de segurança cibernéticas, por parte do profissional, é fundamental para impedir que pessoas não autorizadas danifiquem ou roubem dados e ajudará na relação de confiança com o médico, por parte do paciente.

Além das diretrizes da regra de privacidade estabelecida pelo órgão, a escolha por um canal seguro é tão importante quanto. Abaixo algumas diretrizes de segurança:

  • Usuários autorizados são os únicos indivíduos que devem poder acessar o prontuário eletrônico do paciente;
  • A prevenção de violações maliciosas ou acidentais requer a implementação de um sistema para monitorar as ações e comunicações;
  • Proteger a integridade dos dados sensíveis do paciente requer a implementação de um sistema de comunicação seguro. Ou seja, canais inseguros de comunicação incluem Skype, Whatsapp e e-mail, por exemplo.

Outro ponto importante, é a segurança da ferramenta. Ela precisa garantir isolamento de todos os dispositivos de risco. Listamos abaixo algumas formas de proteger os dados:

  • Se possível, não utilizar ferramentas de terceiros; caso seja necessário, é essencial que seja medido o nível de risco e ajustem as políticas de segurança,  de acordo com as normas;
  • Quando for adquirir uma plataforma de telemedicina, o médico deverá cuidar o conjunto de segurança juntamente com o fornecedor do serviço;
  • Utilizar softwares que usem técnicas de microssegmentação para limitar o acesso ao dispositivo;
  • Os pacientes devem ser aconselhados a comparecer às consultas de telemedicina de um local privado, se possível, e não compartilhar logins, senhas ou outras informações de acesso com outras pessoas, e devem ser informados sobre como identificar a comunicação legítima do provedor de telemedicina para que não seja vítima de ataques nas mídias sociais;
  • As informações de saúde devem ser transferidas imediatamente para o prontuário eletrônico dos pacientes, e aplicativos de telemedicina devem apagar rapidamente cópias do computador do fornecedor e do dispositivo do paciente.

Não somente no Brasil, a telemedicina já é utilizada de forma segura e legalizada, estando de acordo com a legislação e as normas médicas, seguindo toda a regulamentação e o Código de Ética da medicina presencial.

O sigilo médico é um dos pontos que deve ser observado e ganhar cuidado extra dos profissionais, respeitando os limites estabelecidos e o fato de que o paciente possui o direito de ter sua privacidade respeitada. Essa responsabilidade se mantém mesmo quando o médico solicita a opinião de um colega, tendo em vista que a assinatura final continua sendo dele.

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