Desenvolvimento da Tecnologia na Área da Saúde

Se observarmos alguns procedimentos que ganham força a cada dia, na área da saúde, veremos uma grande diversidade de ideias relacionadas à tecnologia que vem otimizar significativamente a atividade, tanto em relação aos profissionais da saúde, quanto aos pacientes.
A necessidade de aperfeiçoamento constante e atualização na área da saúde demanda a inserção nas mais recentes inovações tecnológicas e no desenvolvimento de soluções baseadas na Tecnologia da Informação (TI).
Nesse sentido, pode-se destacar o prontuário eletrônico, que não é tema novo, mas que já é uma realidade em diversos locais do nosso país como uma das formas de melhorar e facilitar o atendimento para pacientes e médicos.
Tal implemento facilita de forma substancial o atendimento do profissional da saúde, que pode elaborar um diagnóstico mais adequado a cada caso específico. Todavia, é necessário que os sistemas de segurança sejam capazes de zelar pelas informações ali contidas, impedindo eventual dano aos pacientes ou a terceiros.
Apesar de a sociedade saber da necessidade desse desenvolvimento, o mundo caminha lentamente para a evolução nesse aspecto.
De acordo com um estudo publicado pela Reuters Health em outubro de 2017, menos de um em cada três hospitais dos Estados Unidos (EUA) pode encontrar, enviar e receber prontuários eletrônicos para pacientes que recebam atendimento em outro lugar.
O estudo concluiu que nos EUA apenas 30% dos hospitais alcançaram a chamada ‘interoperabilidade’ a partir de 2015. Com isso, o principal autor do estudo, Jay Holmgren, da Harvard Business School em Boston, afirma que existe uma quantidade significativa de gastos e de ineficiência nos hospitais.
Ainda refere que apenas 19% dos hospitais confirmaram usar com frequência dados de outros servidores.
Apesar de o assunto já ter sido amplamente debatido, seu desenvolvimento, na prática, tem sido moroso.
Na Europa a situação não é diferente. Em julho de 2014, a União Europeia editou um relatório com uma visão geral e recomendações para os países integrantes do grupo no que tange a registros de saúde eletrônicos, denominado “Overview of the national laws on electronic health records in the EU Member States”. Esse estudo tinha dois objetivos principais, sendo um deles, apresentar uma visão geral das leis nacionais sobre registros de saúde eletrônicos nos países membros da União Europeia.
Dentre as recomendações apresentadas no estudo, é pertinente destacar “Recommendation 17 at national level”, que reforça a preocupação com a interoperabilidade mínima entre os sistemas, sem, contudo, exigir uma uniformidade nos mesmos.
De fato, inclusive no Brasil existe uma gama de prestadores oferecendo o serviço de prontuário eletrônico. Entretanto, persiste ainda uma preocupação acerca da integração entre esses sistemas.
Em verdade, até mesmo o PEC – Prontuário Eletrônico do Cidadão – consegue integrar-se com outros sistemas, como o PEP – Prontuário Eletrônico do Paciente.
O PEC é o sistema integrado online direcionado para as Unidades Básicas de Saúde atendidas pelo SUS – Sistema Único de Saúde. Segundo o Ministério da Saúde, o PEC já é realidade para mais de 57 milhões de brasileiros atendidos pelo SUS.
Acredita-se que o grande diferencial do PEP seja o sistema de arquivamento e comunicação de imagens, chamado de Picture Archiving and Communication System – PACS.
Assim, os serviços de saúde caminham para o desenvolvimento na área da tecnologia. De qualquer forma, é preciso buscar uma interação razoável entre os sistemas, seja público, seja privado. Da mesma forma, alcançando uma evolução constante no aprimoramento, sempre zelando pela segurança das informações com confiabilidade nos sistemas utilizados.

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on google
Share on whatsapp

Categorias

Tags mais Populares